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RESTAURAÇÃO |
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Dedicado a quem leva a sério a restauração da Igreja
de Jesus Cristo no Brasil |
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JUNHO
2004 Artigo O CUSTO DA LIBERDADE CRISTÃ No mês de julho de 1776 representantes de todas as
treze colonias norte-americanas se reuniram na cidade de Filadélfia, com o
propósito de preparar um documento muito significativo -- A Declaração da
Independência --, que tornou-se, posteriormente, o modelo padrão para a
Inconfidência Mineira e o Grito do Ipiranga aqui no Brasil; e também para a
democratização da França e de muitas outras nações. Este famoso documento não seria apenas importante na
história da liberdade civil; seria também perigoso, pois foi considerado
traição assiná-lo. E os próprios assinantes o sabiam, claramente. Apesar
deste perigo, todos o assinaram, corajosamente. Como resultado, muitos
sofreram até à própria morte por terem participado desta traição contra o rei
da Inglaterra. Exemplos: Os filhos de Abraão Clark foram
aprisionados. João Hart, com 65 anos de idade e William Floyd, com 69 anos,
fugiram para o Interior, perdendo todas as suas propriedades. Os bens de
Richard Sockton e Francis Hopkinson foram cassados pelo inimigo e eles
passaram alguns anos na prisão. Roberto Morris, um negociante rico, morreu
aprisionado e sem fundos. A esposa de Francis Lewis foi capturada e
torturada. O famoso Thomas Jefferson perdeu sua grande plantação e todos os
seus cavalos. George Wyeth foi envenenado. Elgridge Gerry escapou à noite,
perdendo tudo. Para todos estes homens, houve um sacrifício pessoal
enorme: o custo da liberdade humana. E, aqui no Brasil, há um paralelo notável: a
Inconfidência Mineira, na qual o célebre Tiradentes perdeu a vida pela causa
da liberdade. Todos os homens deste tipo têm a mesma coragem e
dedicação. O General MacArthur, líder das forças aliadas no Pacífico, durante
a Segunda Guerra Mundial, observou que eles sempre nos demonstraram:
"Coragem moral, das próprias convicções, a coragem de ficar com o
projeto até o fim, ndependentemente do custo pessoal. O mundo permanece em
conspiração contra os corajosos. Vemos sempre a eterna luta -- de um lado as
massas, o caminho mais fácil e de menos dificuldades, e por outro lado, a voz
da própria consciência.” Tudo que pertence ao cristianismo exige um alto
nível de coragem e custo, até mesmo, mais do que a liberdade política. O Custo Dessa Liberdade Para Deus, a liberdade cristã custou muitos séculos
de planos para o resgate da humanidade e de sofrimento e preocupação com a
rebeldia dos homens. Finalmente, custou-lhe o trágico sacrifício de seu único
Filho, Jesus. Para Jesus Cristo, o custo incluiu a perda do seu Lar eterno e
sua autoridade sobre o universo e também, sofrimento, dor e rejeição pelos
homens, os quais não quiseram receber o dom da salvação. Finalmente, custou a
Jesus a morte infame na cruz, sofrendo em extremo por nós. Para os apóstolos, o custo também foi alto. Por
exemplo, Mateus foi chamado para deixar sua profissão e seguir,
imediatamente, a Jesus (Mc 2), morrendo futuramente, martirizado pela fé.
Pedro, André, Tiago e João foram chamados para deixarem sua frota de barcos
de pesca (Mc 1.16-20). Sofreram muitas aflições e todos, exceto João,
perderam a vida por martírio pela causa divina. E qual o custo da liberdade cristã para nós, os
obreiros cristãos atuais? Sabendo que a liberdade cristã custou caríssimo
para Deus, Jesus e os apóstolos, será que Jesus nos permitirá segui-lo sem
alto custo pessoal, sem dedicação inteira, ou seja, sem colocá-lo sempre em
primeiro lugar? O que você acha? Ele nos dá a resposta em Mt 10.34-39 e 19.16-39.
Quem ama a qualquer pessoa, propriedade ou interesse mais do que a Cristo,
não pode ser seu discípulo. E quem não toma diariamente a sua cruz de
sofrimento e dedicação, não é digno dele, que tanto sofreu por nós. Jesus nos chama para segui-lo e basta! Não para
simplesmente confessarmos nossa fé nele, mas para deixarmos os nossos
próprios "barcos", "mesas de impostos" e quaisquer outros
interesses pessoais. Ele tem toda autoridade para nos chamar e espera a nossa
obediência, sem demora e sem reservas! A vida anterior tem de ser
inteiramente cancelada. Quando somos chamados, é para uma ligação exclusiva
com Cristo, para a vida toda. Finalmente, somos chamados para o disciplinado, de
onde vêm as palavras disciplina e auto-disciplina. Pense na disciplina do
ginasta japonês nas olimpíadas em Montreal, o qual havia quebrado a perna no
evento anterior, mas continuou a competir rigorosamente, ganhando a medalha
de ouro. E isso com a perna quebrada! Sim, irmão, fomos chamados para a auto-disciplina, a
disciplina de colocar Cristo e sua igreja sempre em primeiro lugar, acima de
família, emprego, estudo, dinheiro, esportes... A liberdade que temos em Cristo é caríssima. Então,
paguemos o seu custo, como pagaram os assinantes da Declaração da
Independência norte-americana e como pagaram Tiradentes e seus companheiros,
para realizarem a liberdade civil. Não há lugar no cristianismo para
obediência, dedicação e disciplina parciais. É tudo ou nada! Medite
seriamente sobre este fato! Esboço Tópico O CUSTO DA GRAÇA DIVINA (Mateus 10.34-39; I. INTRODUÇÃO A.Você sabia que, certa vez, um recenseamento causou
a morte de milhares de pessoas (2Sm 24)? O rei Davi ordenara, sem a permissão
divina, este recenseamento e por isso, Deus enviou uma praga sobre Israel. O
profeta Gade instruiu a Davi a levantar um altar no eixo de Araúna e Iá fazer
um sacrifício a Deus. B. Quando Davi tentou comprar a área para o altar,
Araúna não quis receber pagamento, oferecendo ao rei o local, bois e lenha
para o sacrifício. Porém, Davi respondeu que não faria um sacrifício que nada
lhe custaria (2Sm 24.24). C. Davi quis sacrificar apenas algo que seria, para
ele, um sacrifício pessoal. Sabia que o perdão divino deveria custar bastante
caro. D. Mas, atualmente, esquecemos deste princípio.
Vivemos em uma era de graça "barata", sem sacrifício. Oferecemos ao
mundo um caminho largo; uma salvação facilitada, tal como: 1. Graça vendida no mercado religioso; faz-se
liquidação total. 2. Tudo pago por Cristo. Portanto, a graça pode ser
recebida sem o devido custo pessoal. 3. Mãos erguidas, ato de batismo, assinaturas em
folhetos e pronto: o dinheiro e o sacrifício não são precisos e Deus
derramará bençãos. 4. Opção para viver à moda do mundo, sem qualquer
compromisso. 5. Não é preciso morrer para o pecado -- basta andar
como "crente". 6. Perdão sem arrependimento; incorporação na igreja
sem discipulado e disciplina; comunhão sem confissão; coroa e recompensa
divina sem a cruz do sofrimento cristão e muitas outras "baratices
evangélicas". Observação: Na pior das hipóteses, qualquer decisão
deste tipo pode levar o "crente" a abandonar a graça à vontade,
como se nada fosse. E. A graça gratuita é inimiga mortal da igreja; uma
brincadeira perigosa. II. O CUSTO DA GRAÇA DIVINA A. Por outro lado, a graça de Cristo sempre é cara.
É de incalculável valor. Custou-lhe o próprio sangue e o santuário de Deus
tem de ser protegido da indiferença da comercialização evangélica. B. Qual o custo inicial da graça? 1. Custou a Deus a perda do seu próprio Filho (Jo
3.16), a fim de que o homem se sinta salvo, e não acomodado a uma religião. 2. Custou a vida de Cristo (Mt 26.38; Lc 22.44). 3. Custou o sofrimento e o sangue dos apóstolos e de
milhares de outros discípulos (At 7.59; 9.16; 2Co 11.23-28; At 14.22). C. O que tanto custou a Deus, a Cristo a aos irmãos
daquela época não pode ser barato para nós. Seu valor é supremo. É a pérola
de grande preço, o tesouro inigualável (Mt 13.44-46) que salva a humanidade. D. O que Jesus nos disse sobre esta graça tão cara? 1. Temos que decidir se vamos segui-lo de todo o
coração, ou não: decisão aguda e eterna. Não temos o menor direito de
abandoná-lo, uma vez que decidimos segui-lo (Lc 9.59-60). 2. Devemos esperar uma guerra civil, por causa da
nossa decisão no Senhor (Mt 10.34-36). 3. Temos de amar a Cristo acima de tudo neste mundo
(Mt 10.37). 4. Temos de renunciar a tudo por Cristo (Lc 14.33). 5. Temos que tomar a nossa cruz de responsabilidade
e sofrimento pela causa de Cristo (Mt 10.38). Isso significa seguir o caminho
de Cristo, abandonando as oferendas e interesses deste mundo (Mt 10.25). 6. Temos que perder a vida por sua causa e propósito
(Mt 10.39). III. CONCLUSÃO A. A graça divina, mesmo sendo um dom de Deus, custa
caríssimo para o autêntico cristão. Mas, nada valoroso é barato. (Exemplo: o
sacrifício de Tiradentes). B. Para receber a graça de Deus, há termos claros e
inevitáveis, que precisam ser obedecidos e respeitados com a fé em Cristo. C. Você quer que sua vida seja uma benção? Então
torne a graça de Deus caríssima para você, vivendo cada momento para Cristo e
sua igreja, pagando qualquer preço necessário para obtê-la (Fp 3.10-11).
Comece pela obediência. |